Ir embora é preciso

Muitas vezes já tive vontade de ir embora. Mas a coragem não era suficiente.

Tinha medo: Medo de não ter dinheiro suficiente, medo de sair da zona de conforto, medo de que não desse certo. Mas depois de engolir muito sapo num emprego anterior onde eu poderia ter viajado, eu simplesmente decidi: EU VOU VIAJAR! Sendo pela empresa ou não! Sendo assim pedi minhas contas e fui atrás do meu sonho. Um mês após minha saída consegui novos contatos no mercado e um job que me deu a possibilidade de realizar meu sonho. Ainda faltava um pouco de dinheito, mas a decisão já estava tomada. Aperta daqui, segura de lá e deu tudo certo. Dois meses após minha saída da empresa, estava embarcando pra viagem que mudou a minha vida: 11 meses na Nova Zelândia. E foi a melhor decisão de todas. Por isso digo e repito: É PRECISO IR EMBORA.

O texto abaixo foi postado por uma amiga e pesquisando um pouco cheguei até fonte, o blog Antonia no Divã. Reproduzo aqui uma parte do texto.

É preciso ir embora.

Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.

É preciso ir embora.

Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, 2 meses ou seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Nova Zelândia. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.

Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.

As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.

Créditos: Antônia no Divã

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